Material Impresso do site do deputado Carlinhos Almeida
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Encontro com Carlinhos lota Câmara de São José (veja as fotos)

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Quase 1.000 pessoas foram à Câmara Municipal parabenizar Carlinhos
 
As duas alas do grande auditório da Câmara Municipal de São José dos Campos não foram suficientes para acomodar todos os militantes, amigos e lideranças políticas, sindicais e comunitárias que compareceram ao Encontro Anual do Mandato do deputado Carlinhos Almeida (PT), realizado neste sábado, 28/03. O evento comemorou os 20 anos de parlamento de Carlinhos, dez como vereador e outros dez como deputado estadual. Mas também foi um espaço de debate sobre os reflexos da crise internacional para o Brasil e os caminhos para enfrentá-la. O tema que conduziu as falas foi: Desenvolvimento e distribuição de renda: o caminho para vencer a crise e construir um novo Brasil – A contribuição do nosso mandato”

 

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O Coral Libercanto abrilhantou o Encontro
 
Os convidados à Plenária que usaram da palavra convergiram em relação aos reflexos da crise: o Brasil sob o governo Lula está mais preparado do que nunca para enfrentar turbulências externas, mesmo não sendo essa uma crise normal, mas o “fim de um ciclo”, nas palavras da ex-ministra marta Suplicy. As razões apontadas também foram unânimes, entre as quais os projetos de inclusão social como Bolsa Família, a maior distribuição de renda, especialmente pelo sistemático aumento do salário mínimo acima da inflação, o incremento às exportações para outras regiões do mundo além da Europa e dos Estados Unidos, e os fortes investimentos públicos na economia como o Programa de Aceleração Econômica (PAC).

 

Ao abrir a plenária, Carlinhos disse que se não fossem os investimentos públicos a crise seria muito maior no Brasil. Lembrou que a oposição bate na tecla de que o governo não deveria colocar dinheiro público na economia. “Dizem que o governo não deveria investir ou que a Petrobrás também devia frear seus investimentos em função da crise. Mas o presidente Lula, com razão, está investindo para movimentar a economia”. Para ele, a oposição torce para que a crise se aprofunde no país. “Estão torcendo pelo quanto pior, melhor”, acrescentou.

 

Edinho Silva, presidente estadual do Partido dos Trabalhadores – o primeiro convidado a falar – disse que se a atual crise fosse ao tempo em que Fernando Henrique Cardoso governou o país teria reflexos muito mais profundos porque “não havia projeto de desenvolvimento para o Brasil”. O deputado Rui Falcão, líder da Bancada do PT na Assembléia Legislativa, afirmou que graças à redução do IPI o Brasil vendeu mais veículos no primeiro mês deste ano em relação a 2008 e criticou o governo paulista por não investir R$ 500 milhões dos recursos que deveriam ser destinados à habitação popular, que poderiam gerar empregos e amenizar os efeitos da crise.

 

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Debate de assuntos sérios, mas em clima descontraído
 
Já o líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, lembrou que quando o presidente Lula assumiu o governo em 2002, o mercado norte-americano era responsável por 32% das exportações brasileiras. “Em seis anos de Lula o Brasil dobrou suas exportações e o mercado norte-americano compra apenas 16% porque conquistamos novos mercados”.  Vaccarezza lembrou que o presidente da FIESP, Paulo Skaf, criticou Lula por ajudar a Argentina. “O Brasil tem um superávit comercial de R$ 4 bilhões com o país vizinho e se não ajudarmos eles comprarão menos produtos brasileiros”, observou.

 

Emidio de Souza, prefeito reeleito de Osasco e um dos possíveis pré-candidatos do PT ao governo Estado, observou que com a crise o Brasil perdeu 800 mil empregos. “Mas o governo do presidente Lula criou mais de 10 milhões de empregos em função da política de investimentos do governo federal”, disse. Emidio defendeu o Bolsa Família por garantir cidadania a milhões de brasileiros, “não se trata de esmola, como diz a oposição”.  Lamentou que programas como este não sejam prioridade para o governo do Estado de São Paulo.

 

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Marta foi a oradora mais aguardada.
 
A ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy – a última a falar – defendeu a expressão “marolinha” utilizada pelo presidente Lula quando a crise eclodiu no ano passado. “O presidente fez a população continuar a comprar”, observou, apresentando os dados de como o comércio continuo vigoroso mesmo com a parada na indústria. Para Marta, o PAC é dinheiro novo na economia utilizado para melhorar a infraestrutura brasileira e que gera empregos. “Além disso Lula aumentou o valor do Bolsa Família, que faz a roda da economia girar”.

 

O final da plenária teve uma homenagem surpresa para Carlinhos Almeida, atual 1º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Ganhou do vereador Wagner Baliero, do PT de São José dos Campos, uma camiseta da sua primeira campanha, quando concorreu à Câmara Municipal da cidade, em 1988. Carlinhos assumiu o mandato de vereador em 1989 e, agora, em 2009, completa 20 anos de atividade parlamentar.

 

Além de grande número de vereadores presentes (15) e do deputado estadual Marcos Martins (PT-Osasco), Carlinhos ficou especialmente surpreso pela quantidade de prefeitos do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira que prestigiaram o encontro. Estiveram lá os prefeitos Hamilton Ribeiro (Jacareí), Augusto Pereira (Santo Antonio do Pinhal), Marcos Galvão (Roseira), José Celso Bueno (Queluz), Edson Quintanilha (Arapeí), Arthur Barbosa (São José do Barreiro) e David Morais (Bananal). Também estavam presentes a vice-prefeita de Taubaté, Vera Saba, e os vice-prefeitos de Cruzeiro, Mário Notarangelli, e de Canas, Redmilson Quintas. Ao todo, 31 cidades estiveram representadas.